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Grupo PET Matemática

Bem-vindo aos Viajantes do Conhecimento, um grupo de indivíduos curiosos e apaixonados pela busca de sabedoria e descobertas. Valorizamos a troca de ideias, colaboração e a exploração de uma ampla gama de tópicos. Nossas reuniões são momentos preciosos de compartilhamento, debate e camaradagem intelectual. Junte-se a nós nesta jornada emocionante em busca do conhecimento e expanda seus horizontes intelectuais. 

Como foi desenvolvido o PET?

O PET foi criado em 1979, no governo do general João Baptista Figueiredo, com o nome original de Programa Especial de Treinamento. Contudo, é um grupo de estudantes, com tutoria de um docente, organizados a partir de formações em nível de graduação, orientados com o objetivo de promover aos participantes: ensino, pesquisa, extensão e educação tutorial. Ademais, os seus membros possuem um tempo máximo de vínculo, de modo que ao bolsista de graduação é permitida a permanência até a conclusão da sua graduação e, ao tutor, por um período de, no máximo, seis anos, desde que obedecidas as normas do Programa. 

Início do PET Matemática em Rio Claro

O programa foi apresentado a duas professoras através do professor Antonio Cristofoletti, diretor do instituto. A princípio a percepção foi de que o projeto não serviria aos moldes de um curso de matemática. Então, tiveram o conhecimento do grupo PET da biologia, na UNESP de Rio Claro, que estava sobre tutoria da professora Carminda da Cruz-Landin, onde uma de suas colaboradoras, a prof. Márcia Regina B. Braga, explicou como funcionava o PET Biologia. A partir disto as professoras Rosa e Nativi confirmaram a ideia que o programa não funcionava para a graduação em matemática, pelo números de projetos e pelo foco do curso ser somente em iniciações científicas. Entretanto, com a descoberta do PET Matemática em Rio Preto, recém-aprovado, criou-se novamente a expectativa de trazer o programa para a Unesp RC.

Houve um encontro dos PET’s em Araraquara em que as professoras Rosa e Nativi foram e ficaram observando como o projeto funcionava, conversaram com tutora do PET Matemática Rio Preto, Suely Ceron (1988-1992), onde voltaram animadas. Após o encontro elas perceberam que já desenvolviam o programa em Rio Claro e bastava apenas colocá-lo no papel.

Assim, o projeto do programa foi desenvolvido pelas Profª Rosa e Nativi, sendo aprovado em agosto de 1994. Logo em seguida foi feita a seleção e foi dado início em 1995. Apesar da primeira tutora oficial ter sido a professora Nativi Viana, o projeto foi acompanhado de perto pela professora Rosa Baroni. Assim, já eram desenvolvidos os seguintes projetos: a iniciação científica, que achavam ser o principal, o trabalho com o primeiro ano e a apresentação de seminários, portando era só colocar no papel e acrescentar mais projetos.

Juntamente com outros professores foram à procura do edital do programa e montaram o projeto, enviando para a pró-reitora que não o questionou. Portanto, foram abertas inicialmente doze vagas, mas começaram apenas com 4 alunos, selecionando-os a partir do estudo do histórico escolar, entrevistas e conhecimento prévio dos alunos, havia também uma exigência do MEC em relação a idade dos futuros petianos.

Assim como Pet-Matemática de Rio Preto, o grupo de Rio Claro também inspirou a UFSCar a implantação do grupo na universidade. Tendo desta forma os três grupos de Pet-Matemática do estado de São Paulo. E desta forma criou-se o Encontro Paulista dos Pet Matemática (EPPM), que uma vez por ano reúne os três grupos, para discussão de projetos e confraternização.

Uma das grandes dificuldades que foi enfrentada pelo grupo na época da professora Rosa, foi que houve a ameaça de extinção dos grupos pet. À principio houve atraso de bolsas e em seguida o corte das mesmas, passando de 12 para apenas 6 bolsas por grupo, além do corte da verba do custeio e da bolsa do tutor. Com resistência às condições impostas pelo MEC houve o corte total das bolsas pet. Através de manifestações feitas em Brasília e com a ajuda da Pró-Reitora de graduação Professora Maria Bicudo, que fez reuniões com os reitores de todas as universidades envolvidas e liderou um movimento para a manutenção do PET.

A escolha da próxima tutora se deu de forma natural, uma vez que a professora Isabel Cristina, já tinha uma participação no grupo e já orientava diversos petianos em projeto de iniciação científica.

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